ABRAPP: Pesquisa confirma a solidez do sistema

A análise de 974 planos dos fundos de pensão brasileiros, mostra estudo do Núcleo Técnico da Abrapp, encerraram o ano passado com uma rentabilidade média de 9,88%, valendo notar que 25% dos planos conseguiram obter retorno acima de 11,22%. No mesmo período o exigível atuarial ficou em 12,07%.

No que diz respeito à solvência calculada por entidade, o índice que a mede terminou o ano passado acima de 100%, mostrando uma vez mais que apesar de um 2014 difícil os ativos contabilizados continuaram sendo suficientes para cobrir todos os compromissos expressos no passivo.

As duas informações, a relativa à solvência e a sobre a rentabilidade, produzem uma leitura mais reveladora. Afinal, nada é mais importante do que os planos se manterem solventes, da mesma maneira que nada importa mais que perceber que no longo prazo, único horizonte de tempo em que se recomenda avaliar os resultados dos fundos de pensão, os retornos dos investimentos se conservam amplamente positivos.

Nos últimos 20 anos, os fundos de pensão brasileiros acumularam uma rentabilidade de 2.187%, um resultado bastante acima do exigível atuarial de 1.189%.

Espelho

Especificamente quanto ao ano passado, a amostra utilizada foi não apenas suficientemente ampla para mostrar-se representativa, como a forma de calcular a rentabilidade utilizada tornou os resultados ainda mais um espelho do que de fato aconteceu em 2014. É que o cálculo dessa vez utilizou a média aritmética, de modo que cada um dos 974 planos pesquisados entrou com o mesmo peso. Dessa forma evitou-se que entidades maiores pesassem mais no resultado final.

Entrando um pouco mais em detalhes da pesquisa, ela mostra também que os melhores resultados foram obtidos pelos planos na faixa de patrimônio entre R$ 500 milhões e R$ 2 bilhões, uma vez que estes conseguiram uma rentabilidade média que chegou aos 10,33%, superior aos 9,88% alcançados pelo conjunto do sistema.

Já específicamente os planos BD, que registraram um retorno médio de 9,81%, ficaram um pouco atrás desse resultado médio do conjunto do sistema.

Na ponta de cima, considerando os três tipos de planos, os CDs alcançaram o melhor resultado, com uma rentabilidade média de 10,25%. Os CVs registraram 9,52%.

A pesquisa mostrou ainda que a média de rentabilidade dos planos regidos pela Lei Complementar 108 foi ligeiramente superior a dos pautados pela LC 109: 10,14% contra 9,82%.

(Diário dos Fundos de Pensão | 3 de maio de 2015)

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