Musculação na Terceira Idade

Uma hora de musculação assistida, duas vezes por semana, é sinônimo de qualidade de vida para a terceira idade ou pessoas

debilitadas. Grupos de idosos já contam com os benefícios dessa atividade em diversos bairros do Rio de Janeiro e outras cidades do país. O programa de exercícios em aparelhos com carga combate a perda da massa muscular e da massa óssea, diminui a gordura corporal, protege o coração, ajuda a controlar o colesterol e a diabetes, aumenta a flexibilidade e a capacidade de realizar esforços.

Aos 88 anos, Angelina deixa a bengala de lado e sobe no equipamento que simula remadas. Rápida, termina logo a seqüência e demonstra sua animação. Com artrose nos joelhos e descrente de qualquer tratamento, Angelina tornou-se uma adepta do treinamento resistido nos últimos dois meses. Conseguiu melhora da mobilidade e da postura e experimenta os benefícios da musculação “Meus movimentos estão mais liberados e minhas crises de dor, mais espaçadas e menores. Agora posso enxugar meus próprios pés após o banho e me vestir com mais agilidade”, diz dona Angelina.

A fisioterapeuta Márcia Viana explica que a força muscular tende a diminuir gradativamente no processo de envelhecimento. Aos 50 anos, perde-se 10% da força muscular, aos 60 anos, 20%, e assim sucessivamente. O idoso muitas vezes é um sedentário de longa data, que perdeu aptidão física geral, massa muscular e força. “Mas com dois meses de treinamento resistido é possível recuperar duas décadas de força muscular”, segundo Márcia.

Hilda, de 87 anos, utiliza andador. Sofre de artrose, osteoporose e insuficiência cardíaca. Ao chegar à clínica, há dois meses, reclamava de dores por todo o corpo. “Hoje me movimento com desembaraço, estico braços e pernas e vou para todo o lado com meu andador”, comemora.

Hipertensa e reclamando de dores nos joelhos e ombro, Odila, 75 anos, afirma que os exercícios trazem bem-estar e aumentam a disposição. “Eu sabia da existência de um programa voltado para a terceira idade e vim otimista. Minhas dores e cãibras sumiram, minha musculatura está mais rígida e a cintura diminuiu de 80 para 68 centímetros”

Fonte: Ana Carolina Silveira e Ilone Vilas Boas (http://www.saudeesportiva.com.br)

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