Cuidado excessivo pode comprometer sua mobilidade

(APBinforme, junho 2010)

Idosos com muitas preocupações sobre a própria saúde demonstram aversão a atividades físicas, o que pode levar a maiores dificuldades de locomoção, diz um novo estudo publicado pela Universidade de Hong Kong.

O declínio da mobilidade com a idade, tem merecido grande atenção de pesquisadores da área de saúde do idoso, em sua maioria enfocando mecanismos fisiológicos. O estudo atual, feito por Kin-Kit Li e sua equipe ao longo de seis anos, observou aspectos psicológicos dessa perda de mobilidade, e sugere que o “sentimento de preocupação” – que motiva as pessoas para hábitos saudáveis, como atividades físicas – em parte dos idosos parece levar a uma preocupação excessiva com sua saúde e ao abandono dessas atividades físicas.

O estado de preocupação constante, a falta de exercícios físicos e a dificuldade de locomoção são uma mistura prejudicial, levando a um ciclo vicioso.

Para combater os problemas ligados à mobilidade – que vão de perda de tônus muscular ao aumento da fragilidade dos ossos, além de comprometimento do equilíbrio – os profissionais de saúde também devem focar nos comportamentos ligados à preocupação excessiva.

Segundo Kin-Kit Li, é comum os profissionais de saúde, ao tentar motivar idosos para fazerem atividades físicas, alertarem sobre o risco de aumento de doenças crônicas e agudas. Entretanto, essa abordagem pode contribuir negativamente, já que os exemplos negativos podem piorar as atitudes de indivíduos em fase de envelhecimento.

Funcionam melhor os programas baseados na demonstração de que a atividade física regular aumenta o tônus muscular, reduz a perda óssea e melhora o equilíbrio. O bem-estar advindo deste tipo de programa mostrará ao idoso sua eficácia em pouco tempo.

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