É hora de balancear a gestão de ativos e passivos

O ambiente econômico de convivência com inflação alta há três anos e, as estimativas de que o próximo ano traga ainda maior instabilidade nos indicadores da economia brasileira, têm tornado cada vez mais complexo o exercício de atingimento de metas atuariais para os planos de benefícios administrados pelos fundos de pensão. Ao longo dos últimos 12 meses, a escalada inflacionária praticamente inviabilizou as metas para a maior parte dos planos, afirmou nesta quinta-feira o sócio-diretor da NetQuant Tecnologia Financeira, o consultor Marcelo Nazareth durante o seminário "O Desafio da Gestão de Investimentos dos Fundos de Pensão", realizado no Rio.

"Poucos planos conseguiram atingir suas metas nesses 12 meses e daqui para a frente a conjuntura macro deve ser ainda mais instável, porque há muita insegurança no curto prazo e falta clareza para as perspectivas a médio prazo, tanto no cenário econômico quanto político", assinalou Marcelo.

A solução é deixar de olhar para as metas de maneira imediata e focar em carteiras de títulos públicos indexados à inflação, numa estratégia que esteja bem alinhada à gestão de passivos no longo prazo.

Focar na solvência - "O ideal é substituir estratégias que persigam metas e passar a focar solvência, ou seja, o balanceamento da carteira de ativos ao fluxo de passivos no longo prazo, um objetivo que ficou mais simples desde o final do ano passado, com a aprovação das novas regras que fizeram convergir a precificação de ativos e de passivos", sugeriu Nazareth.

Em relação às estratégias de alocação em fundos de investimentos, tema de painel neste segundo dia do seminário, o diretor da NetQuant lembrou que há poucas alterações de estratégia em curso para 2016, até porque, sob o impacto da crise econômica e política de grande porte, há pouco espaço para tentar obter performances que contribuam para o cumprimento de metas.

A exceção tem sido os fundos de investimento no exterior, com um resultado bastante positivo e reforçado ainda mais nos últimos dois meses por conta da performance estelar do câmbio. "Esse é um segmento que tende a crescer, mas ainda tem participação incipiente nas carteiras dos fundos de pensão e não será com essa performance que os planos conseguirão pagar seus compromissos".

Ao conviver com uma projeção de inflação na casa de 9,5% a 9,9% este ano e perspectivas de continuar pressionada em 2016, assim como um déficit nominal próximo dos 9% do PIB, a economia enfrenta um risco muito assimétrico para cima, pondera Nazareth. O impacto desse déficit poderá ser dramático em 2016, o que reforça a necessidade de estratégias que priorizem o balanceamento utilizando títulos públicos. A combinação de crise econômica e impasse político, alerta Nazareth, é um convite aberto à crise financeira que poderá desembarcar a qualquer momento .

(Martha Corazza - Diário dos Fundos de Pensão | 6 de novembro de 2015)

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